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Atividades para o ensino de Matemática

Alguns professores têm nos procurado solicitando sugestões para as aulas de Matemática à distância. Por isso, esse será o tópico da postagem dessa semana. As sugestões se relacionam a momentos diferentes do aprendizado do aluno, inclusive a anos escolares diferentes. Buscamos relacionar vários conteúdos, para poder colaborar de maneira mais ampla.

Trabalhar Matemática em sala de aula pode ser divertido e instigante. Isso acontece quando ensinamos conceitos matemáticos, ao invés de exclusivamente procedimentos e fórmulas. Assim, ela deixa de ser um conjunto de regras sem sentido para ser um arcabouço de conceitos coerente e interligado. Mas como fazer isso na prática?


Vamos iniciar com a contagem e a quantificação. A contagem precisa ser memorizada. Por outro lado, podemos fazer isso com música, vídeo, brinquedos, etc. Uma sugestão seria, por exemplo, o vídeo de Bob, o Trem, que canta contando.





Ou então uma daquelas canções da nossa infância, como "A Pulga". Ela apresenta só a contagem de 1 a 6, mas é uma música bem gostosa!




Como alternativa, o professor pode criar uma música utilizando ideias e acontecimentos da própria sala de aula. Algo bem personalizado, para os alunos reviverem os dias passados. Elas podem seguir o ritmo com batidas de palmas, no tambor, desenvolvendo a experimentação dos sons simultaneamente à contagem.

Para a quantificação, podemos também usar vídeos como esse, também do Bob, em que ele mostra quantidades em seus vagões.


Há também aplicativos, como por exemplo o "Jogos para crianças". É um aplicativo com vários jogos, com os quais as crianças aprendem contagem e quantificação. Falando em aplicativos, podemos usar Xilofones. Alguns têm números nas teclas, o que pode ajudar no reconhecimento dos números enquanto se toca uma boa canção. Olha aí a expressão musical aparecendo novamente.

Quando os alunos já sabem contar e quantificar, podemos iniciar a adição. Qualquer atividade em que eles possam fazer a ação de "juntar" é interessante. Tampinhas de garrafa em dois copinhos que se juntam e um terceiro. Inicialmente, a estratégia deles será a contagem de todas as tampinhas. Aos poucos, os próprios alunos perceberão que podem começar essa contagem a partir de um dos números. O importante é não apressar essa etapa. Ele observará isso sozinho. Também não se apresse a apresentar símbolos. Deixe que eles entendam primeiro o conceito da operação.

O mesmo tipo de material pode ser utilizado para a subtração. Algumas tampinhas em um copinho e a ação de tirar tampinhas do copo será relacionada à subtração. Lembre-se de que em ambas as operações, precisamos efetuar essas ações com objetos iguais. No nosso exemplo, todos os objetos são tampinhas.

A partir do entendimento dessas operações, podemos iniciar a resolução de problemas simples, para que eles possam compreender qual operação devem usar, além de desenvolver mais uma habilidade enquanto adicionam ou subtraem.

Quando o aluno já tiver conhecimento de algumas adições e subtrações, aplicativos poderão ser utilizados para que ele exercite essas operações e guardem-nas na memória. O professor pode elaborar algumas no Kahoot!, um site bem interessante que pode ser explorado de várias maneiras para o ensino.



Ao trabalhar as dezenas, nada é melhor do que o Material Dourado. Muitos materiais já foram desenvolvidos para o ensino das ordens numéricas, e todos eles são baseados no Material Dourado. Para os alunos trabalharem em casa, basta usar o aplicativo Multibase, que foi comentado em outra postagem desse Blog (https://www.cenaed.com.br/post/oportunidade-de-mudancas-no-ensino).


A multiplicação pode ser vista como uma contagem por múltiplos. Assim como aprendemos a contar de 1 em 1, podemos aprender a contar de 3 em 3, de 7 em 7, e assim por diante. Comece com a contagem de 6 em 6. Ela é ideal porque a ideia é justamente não relacionar a multiplicação à adição de parcelas iguais. De 6 em 6 é mais difícil pensar nessa adição, e então é realmente necessário memorizar um novo tipo de contagem. Escreva na sua tela: 6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 54, 60, e brinque com eles. Jogue uma "bola virtual" para um aluno e peça para ele dizer "6". Ele deverá dizer o nome de outro amigo, que, por sua vez, dirá 12, e assim por diante. Depois de algumas repetições, apague a sequência de sua tela, e eles terão que acertar. Passe para outras contagens, como a do 2, a do 5, volte para a do 6, passe para a do 7. Cada dia eles terão uma nova brincadeira, e, com isso, vão aprender a contar por múltiplos, além de começarem a perceber, por exemplo, que os múltiplos de 5 terminam em 5 ou 0, os de 2 são pares, e por aí vai. Como são desconectadas da adição, essas contagens podem ser feitas até mesmo na Educação Infantil.

Mas nem só de números vive a Matemática!! Que tal aproveitar o Google Maps para uma atividade em que um aluno direciona outro de um ponto a outro do mapa, dando instruções para virar à direita, à esquerda, nomes de ruas e localizações? Escolha um ponto de início próximo a um restaurante, lanchonete, sorveteria e eles precisam dar instruções aos outros para chegar até esse local. Eles podem trabalhar em duplas ou trios via WhatsApp e depois relatar como ocorreu o trajeto. Os maiores podem fazer um vídeo com imagens do Google Earth para enviar ao colega que não pode se perder! Essa tarefa também desenvolve habilidades de expressão, comunicação, empatia e artes visuais. Isto é, uma atividade com um foco sempre pode auxiliar o aluno a se desenvolver em mais de um aspecto.

Já falamos neste Blog sobre a possibilidade de apresentar figuras geométricas e pedir aos alunos que encontrem na casa deles objetos que sejam parecidos com elas (https://www.cenaed.com.br/post/a-nossa-live-de-cada-dia). Para explorar a tecnologia, eles podem tirar fotos desses objetos, fazer pequenos vídeos descrevendo-os, procurar figuras na internet. Podem, também construir com papel e outros materiais planificações dessas figuras, fazer maquetes do próprio quarto ou outro cômodo da casa, explorando não somente a ideia de escala e medidas, mas também a coordenação motora. Uma outra atividade poderia ser a construção de um robô utilizando somente as embalagens que os alunos têm em casa. Isso pode virar um concurso, no qual o robô com mais formas geométricas diferentes ganha! Mais uma vez manifestações artísticas podem ser exploradas.

Para exercitar a curiosidade intelectual, podemos sugerir que façam algumas experiências em casa. Coisas bem simples como: será que em um copo fino e comprido cabe mais ou menos água do que em um copo largo e baixo? Quem sabe se na assadeira cabe tanta água quanto em uma garrafa de um litro? Ideias como essas podem aguçar o espírito científico dos alunos e colocá-los a refletir sobre ideias relacionadas a grandezas e medidas. Outro exemplo é a construção de um cubo de lados com medida 1 decímetro, para que eles entendam o que significa um litro de água ser igual a 1 decímetro cúbico. Elabore uma atividade de construção de um cubo de 1 decímetro de lado e peça para eles colocarem um litro de água dentro. Será um novo aprendizado!

A Estatística pode também trazer grande interesse aos alunos também exercitando a curiosidade intelectual e a visualização de gráficos e tabelas. Pode-se fazer um gráfico de quantos irmãos cada um tem, quantos cômodos há na casa deles, quantas pessoas vivem lá, ou deixar que eles escolham o tema. Você pode colar os eixos do gráfico em sua parede e um post it colorido para cada resposta daquela categoria. A figura ao lado ilustra essa ideia. Com vários gráficos desse tipo em mãos, eles podem se juntar em grupos no WhatsApp e escrever um relatório sobre os dados coletados, e desenvolver a escrita de forma coerente.

E os padrões e regularidades? Um ótimo jogo para isso é o Genius da Estrela. Sim, aquele jogo antigo virou aplicativo de celular. Podemos seguir a sequência dele e até mesmo jogar a dois ou três. Depois, fica fácil solicitar a eles que formem sequências com cores, números ou figuras e descubram o próximo termo. Há outros aplicativos que ajudam a desenvolver as ideias de padrões e regularidades. Aproveite-os. Assim, a aula continua depois da Live...

Ontem foi Dia do Pedagogo, e esperamos que essas ideias os ajudem na tarefa de desenvolver pensamento matemático em seus alunos de forma simples e atrativa, e ainda com a vantagem de poder trabalhar outras habilidades exploradas na BNCC.

Deixem seus recados sobre suas experiências com o ensino de Matemática.

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